sábado, 10 de outubro de 2009

Se Maria abortasse...


Aborto é um tema de bastante discussão aqui no país. Seja ela jurídica ou religiosa, me sinto a vontade para falar dessas duas vertentes do pensamento e, neste momento, vos convido para uma breve reflexão e, a posteriori, o debate está aberto.

O contexto social da mulher passou por inúmeras transformações até o presente século. Outrora, ela assumia somente o papel do lar e sua função mater era a procriação e se, por algum motivo, não cumprisse tal expectativa, era desprezada.

Hoje, a mulher que só tinha seus deveres reconhecidos tem, gradualmente, titularizado direitos, p. ex: assumir funções públicas (Já percebeu quantas mulheres concorrerão às eleições de 2010?). Agora vai a pergunta: Será que os direitos femininos se estendem ao direito de abortar um feto do seu ventre? Prefiro responder, tal pergunta, comentando um pouco sobre a história de Maria.

O Que se sabe sobre Maria nas escrituras, é que estando ela em Nazaré, veio o Anjo do Senhor e lhe anunciou que engravidaria mesmo sem ter conhecido sexualmente um homem (Lc 1:35). Desde já, podemos contestar o aborto, atualmente discutido na seara jurídica, de bebês que nascem sem a formação completa do encéfalo, os anencéfalos, chamados por alguns doutrinadores do Direito como “fetos potencialmente mortos” “não-vivos”.

Basta lembrarmos que no contexto do nascimento de Jesus, não havia os exames que há no cenário médico atual e Maria somente ouviu a voz do anjo e mesmo sem ter algum contato sexual com José e nem ter realizado uma ultrassom, ela acreditou que aquele bebê que era mais que um “feto potencialmente morto”, e sim era um “feto potencialmente inexistente” viria a existir, não pelo diagnóstico da medicina e sim, pela Palavra do Deus Vivo. Aleluias!

Se Maria se revestisse dos conceitos jurídicos atuais, ela tinha razões para abortar um feto que possivelmente não existiria, que agrediria seus “direitos a privacidade” ou “direitos a intimidade”, porém, mesmo assim, preferiu deixar com o Senhor o controle da vida humana e dizer: Eis aqui a serva do Senhor.

Para que Maria abortasse, ela não precisava de muitos argumentos. Simplesmente poderia tentar fugir da difamação, caso seu noivo não a aceitasse. Contudo, Maria entendeu! Graças a Deus que, mesmo em uma época tão ultrapassada comparada a nossa, ela compreendeu muitos mistérios que a medicina tenta discutir até hoje. Ela ao ler os livros dos seus antepassados, ela entendeu que o feto é um ser independente jurídica, psicológica e espiritualmente do corpo da sua mãe. Ao ler Jeremias, ela percebeu que Deus chamou Jeremias desde do ventre para uma obra particular, e que espiritualmente, mesmo como feto, o chamado não foi para sua mãe, e sim um chamado para o próprio Jeremias. Se Maria abortasse, ela estaria desprezando o capítulo 9, versículo 6 de Isaias, onde declara que primeiramente há um reconhecimento de um ser que é autônomo em relação a sua mãe: UM MENINO NOS NASCEU e somente depois há uma ligação desse menino com a sua ascendência: UM FILHO SE NOS DEU e, com certeza, se o fim dessa história acontecesse sem a decisão acertada dessa jovem mãe, nem ela e nem toda a humanidade conheceria o nascimento de uma criança que dividiria maravilhosamente o tempo com o seu Antes e o seu Depois.
Vamos discutir as questões levantadas ou não levantadas nesse texto? Comente.
Deivson

20 comentários:

Deise disse...

O tema aqui proposto possui uma relevância espiritual e jurídica, como já foi dito pelo nosso querido Deivson, e com maestria ele nos demonstrou o que uma atitude de Maria causaria a toda humanidade por toda eternidade.
É notório que o meu posicionamento manifestasse contrário ao ABORTO, não apenas por causa das questões espirituais, mas principalmente pels questões jurídicas, haja vista que na nossa sociedade vemos e ouvimos tanto em falar em dignidade da pessoa humana. Acredito que a mulher "perde" parte dos direitos (destacando o direito da privacidade) , quando engravida e gera no seu ventre outro ser. Os mesmos direitos que a mulher tem a vida, o ser que ela gera dentro de si também possui, por tanto os direitos do "feto" tmbém devem ser respeitados e preservados.

ProfundoCruz disse...

Graça e Paz !

Com relação ao aborto, mais propriamente no caso de Maria mãe de Jesus, a quem conhecemos por "O Cristo" ( Ungido totalmente para uma missão específica); Acredito que ela não abortaria jamais, dada sua cultura mística,o alto valor que atribuíam a geração de vidas e a esperança da nação em uma criança que nasceria de forma miraculosa. Era o desejo de Israel que essa criaça nascesse sem demora.
Mas o tema em pauta é: "E se Maria abortasse...!"
deixando de lado a questão mística ou religiosa, mas observando o código de ética vigente na época em Israel,temos aqui dois grande problemas:

1° Problema:Maria estava desposada. Segundo o código civil, ela teria de explicar o fato da gravidez na ausência do esposo. onde surgiria um problema maior:
a) Se uma mulher estivesse desposada e um homem a possuísse com consentimento dela, os dois deveriam ser apedrejados até a morte na porta da cidade,(não somente um deles)Dt.22.23,24.
b) Se a gravidez de Maria fosse descoberta, ela não tinha como apresentar o pai ( ??? ), logo não poderia ser apedrejada. Se josé desconfiasse de infidelidade, o que ele deveria fazer era um teste de fidelidade prescrito na lei, Nm.5.11-31. porém estaria expondo a mulher. isso josé nao queria fazer.para não "difamá-la". Mt.1.19 ( por isso pensou deixá-la secretamente). poderia fazer isso dando carta de divórcio e declarando, "ela não é minha mulher!" Oséias 2.2.

2° Problema: Se Maria tivesse abortado...
Deve ser tratado racionalmente com base na lei mosaica e na cultura judaica.
a) A lei mosaica não tratava esse assunto como tratamos no século XXI, pois o nascimento era algo de extrema importância para eles.
b) Trata-se desse assunto como nascimento prematuro, não como aborto ( palavra hebraica que define)
c) Se em caso de briga entre dois homens, um ferisse a mulher grávida do outro a ponto de "o feto vir a fora". (com vida), era cobrado uma multa ao agressor Êx.21.22-23, se porém a criança morrerem entrava em vigor a "LEI DA RETALIAÇÃO" Vs. 24,25. Olho por olho, dente por dente, mão por mão, pé por pé, queimadura por queimadura, etc. ( visto que diminuiu uma vida na nação).

Mas a questão é: e se Maria tivesse abortado ?...

Seria um caso "único" no meio dos judeus, possivelmente sem conseqüências jurídicas:
1° Por não haver determinação na lei para tais casos.

Mas certamente lhe acarretaria conseqüências espirituais gravíssimas, principalmente em se tratando do ente Santo que ela trazia no ventre.

ABRAÇO !

e PARABÉNS PELA INICIATIVA. Vc esta terrível kkkk.

Victor Hugo disse...

De antemão gostaria de dizer que sou contra o aborto. Não por questões jurídicas ou sociais, mesmo pq não entendo do assunto. Acho que a vida é gerada na concepção e ponto. No caso especifico de Maria, se ela abortasse, a casa cairia para todos. Visto que, quem estava em seu ventre, era nada mais nada menos que Jesus, nosso Salvador. Creio que se não fosse Maria, Deus iria preparar outro ventre abençoado para Tal fato.

Achei o tema bem pertinente para os dias atuais, onde o feminismo e os direitos iguais estão crescendo entre nós.

ProfundoCruz disse...

Após ler novamente o texto que decorre do tema, percebi que, meu comentário anterior foge um pouco ao propósito, pois a questão baseia-se nos termos jurídicos da atualidade. partindo desse princípio devemos desconsiderar o fato de ser ou não ser Maria ( a mãe do Senhor), mas observá-la somente como uma mulher que comete aborto na atualidade.

Agora, se o propósito é trazer a Maria dos evangelhos e acomodá-la a nossa geração e nossa cultura, com todos os seus dilemas, entendo que Maria estaria assassinando um ser inocente e indefeso,(A despeito dos termos jurídicos atuais que a respaldaria, ou não) mas certamente o Unigênito de Deus estaria bem acomodado em outro ventre.

Deivson disse...

Comentário dos comentários:

Deise: Graças a Deus que os direitos de Jesus foram realmente preservados. Temos que pedir pra que as mulheres se inspirem na atitude séria e comprometida de Maria.

Victor: Graças a Deus que a casa não caiu. hehehehehehe. Que na verdade, a casa foi erguida... pois o nascimento de Jesus, a sua vinda, nos fez Templos do Espírito Santo.

Deivson disse...

Victor e Profundo concordam que Jesus seria acomodado em outro ventre! Verdade,creio assim tbm. O próposito de Deus era maior do que qualquer ação de Maria. Deus tem caminhos maiores que os nossos.

Danilo Sergio Pallar Lemos disse...

Obrigado por seu acesso me meu blog. Pois seguimos o mesmo ponto de vista bio-ético.
www.vivendoteologia.blogspot.com

Edimar disse...

Querido irmão,
O que me chama mais a atenção nesta reflexão é a grande participação de Maria na história da humanidade, a qual muitas vezes desprezamosdevido a idolatria que alguns católicos erradamentefazem.Não podemos nos esquecer desta grande personagem biblica.Glorias a Deus

Nah disse...

Valeu por entrar no nosso blog!
E quanto ao assunto, acho que ela nunca abortaria nem sei se tinha disso naquela epoca e outra as coisas de Deus são perfeitas, e ele não escolheria uma mulher que fosse capaz de abortar certo?

Deivson disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
Deivson disse...

Verdade Edimar, muito bem colocado a sua palavra. Nós evangélico pecamos pela falta e os católicos pelo excesso. Nós que servimos a Deus temos que honrar os heróis da fé. Em jo 2:1-5., Maria nos deixou um grande princípio. Qando ela esteve no casamento e faltou o vinho e Jesus mandou os servos encherem as talhas para haver o milagre da Transformação, Maria disse:FAZEI TUDO O QUE ELE (JESUS) VOS MANDAR! Grande princípio não?

Deivson disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
Deivson disse...

oi Nah... Claro que Deus pela sua onisciência sabia que Maria não arbortaria... porém, nós não podemos esquecer que Maria era humana como nós... e que se hj o ser humano tem o mesmo desejo de se livrar de "problemas", dar o "jeitinho brasileiro", ou seja, o mesmos desejos maligno... Com Maria não era diferente! Alguém concorda ou discorda?

P.S: segundo a Antropologia,o Aborto, remonta à Antigüidade. Há evidências que sugerem que, historicamente, dava-se fim à gestação, ou seja, provocava-se o aborto, utilizando diversos métodos, como ervas abortivas, o uso de objetos cortantes, a aplicação de pressão abdominal entre outras técnicas.

METANOIA disse...

P.S: segundo a Antropologia,o Aborto, remonta à Antigüidade. Há evidências que sugerem que, historicamente, dava-se fim à gestação, ou seja, provocava-se o aborto, utilizando diversos métodos, como ervas abortivas, o uso de objetos cortantes, a aplicação de pressão abdominal entre outras técnicas.

De fato, antropologicamente o aborto existe desde épocas remotas, a pratica dele de forma induzida no meio semita é que não se vê claramente na historia judaica, Uma vez que o nascimento de uma criança era algo de grande importancia tanto para o varão, que suscitaria descendecia, como para a mulher que em caso de esterilidade era considerada imprestável, podendo ate memso ser devolvida aos pais.

Ha quem diga ques as águas amargas de Mara provocavam aborto ( fonte incerta) por isso nem vale a pena expecular.

Dai disse...

Deivson, que texto é esse?eu ameiiiiiiiiiiiii!!!!Parabéns.Sabe, o aborto é um assunto polêmico, mas vc soube tratar de uma forma inteligente e precisa.Pegar o exemplo de Maria, conseguiu nos levar a uma idéia mais profunda sobre fazer ou não o aborto, se é crime ou não.Eu até estava pensando em falar nisso no meu blog,quem sabe um dia?é polêmico sim o tema, mas vendo desse ângulo, vemos o quanto o assassinato de um inocente pode mudar o rumo de várias vidas.Parabéns, parabéns, parabéns!
também estou falando de um tema polêmico no meu blog, e estou esperando seu coment no meu blog.Vou estar te esperando.Deus te abençoe!


www.merelyephemeral.blogspot.com

Adolescentes4Jesus disse...

Obrigado por sua visita no nosso blog.
Que bom saber que existem mais pessoas que propagam o Reino de Deus através da internet.
Que o Senhor Jesus continue abençoando sua vida!

Edilene disse...

Interessante.

Anônimo disse...

Debate pressupõe a possibilidade de existir opiniões divergentes sobre determinado assunto. Se os comentários que vão de encontro à sua opinião são excluídos, não se trata de debate, mas de imposição de determinada interpretação. Quem teme receber críticas demonstra não ter sustentabilidade em sua fundamentação.

Deivson disse...

Bom, Não costumo responder a pessoas anônimas, porém os comentários que foram apagados foram comentários MEUS que coloquei errado, com um ou outro erro de concordância ou que não ficou claro e que logo abaixo (se vc reparar) foram reescritos. Agora, o que não favorece o debate mesmo, é uma pessoa que se coloca anônonima pois não se expõe e não tem a coragem de assumir os seus verdadeiros pontos de vista.
Mesmo assim, obrigado por nos visitar e comungo com o texto constitucional: É livre a manifestação do pensamento, sendo vedado o anonimato. (art 5º, IV. CF/88)

Deivson

Ellen Abreu disse...

Olá,
Eu vi o seu comentario no meu blog, e vim conhecer o teu blog... =D Muito bom !
Fica na paz

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